Daisuki - Favourite, Passionate

Humanos vs Robôs

Filmes, séries, revistas, livros, desenhos - todos já tocaram no inevitável futuro onde robôs substituem os humanos nas funções mais básicas e, eventualmente, não tão básicas assim. Se hoje em dia os robôs já estão em maioria em grandes fábricas, como montadoras, e até em outros setores industriais, conforme eles ficarem mais "sensíveis", menores e até inteligentes, é apenas natural que eles venham a substituir outros trabalhos. Hoje em dia, por exemplo, não precisamos ir ao banco - caixas eletrônicos nos permitem pegar dinheiro, fazer pagamentos e depósitos, e se não for necessário manipular cédulas ou cheques, podemos até fazer online, do conforto de nossas casas.

Até aqui só so metalúrgicos e operários reclamaram de sua substituição por robôs. Mas e no futuro? o que acontece quando caixas de lojas, atendentes, empregados, vigias, motoristas/cobradores etc.. começarem a serem substituidos?

Claro, existe ai uma discussão social sobre emprego e mão de obra, mas o ponto que eu gostaria de chegar aqui é outro: ignorando o fator financeiro e social, porque não os robôs? vejamos meu dia hoje, e então como seria em um futuro não muito distante, o que mudaria realmente.

Sai de casa com minha esposa para ir no cinema do Shopping. Chovia levemente e a avenida tinha algumas poças. Apesar de alguns carros terem evitado passar por algumas poças (na medida do possível), vários não deram a mínima a bola em situações que podiam desviar/reduzir, e obviamente chegamos no Shopping molhados apesar do guarda-chuva.

Com pouco tempo, minha esposa foi comprar nossa "comida" (McDonalds =p) e eu os ingressos. Ao perguntar quais poltronas do cinema queria, pedi "O15" e "O16" ... a moça perguntou a letra duas vezes até que eu mudei de idéia e disse "Ó", parece que "Ô" não é vogal. Entendido o gravíssimo detalhe linguístico, encontrei minha esposa na final do McDonalds, onde a caixa se complicava com algumas contas matemáticas nada tradicionais do tipo 12 + 6 ou 15 + 5 (que teve que fazer no papel). O "ajudante" (sim, porque todo caixa de McDonalds tem ajudante, é uma tarefa complexa) se confundiu ao trazer o lanche da pessoa a frente e teve que "remontar" o mesmo. No nosso, não colocou guarda-napos, tivemos que pedir. Depois minha esposa notou que não tinha canudo, tivemos que pedir, ele trouxe só um (ótimo) ... pedido o segundo, pudemos ir comer em paz.

Fomos ao cinema muito felizes onde pudemos ter o prazer de esperar 15 minutos (depois do horário marcado, claro) de propagandas completamente irritantes, marca registrada do Shopping Iguatemi e seu Cinesystem (faço questão de dizer qual). Você paga caro e ainda assiste 15 minutos de propaganda, muito bom.

Ao sair, minha esposa estava com muita dor de cabeça, porque aqui no Brasil, som digital surround quer dizer "Som no máximo possível para estourar os tímpanos", e no final do filme haviam algumas sequencias fortes. Já acostumamos com este abuso porque Brasileiro não desiste. Eram 22h em ponto, corri na farmácia do Shopping para comprar algum analgésico. A porta de vidro fechada, 4 atendentes no caixa olharam para mim com o maior desdém possível, uma fez sinal de "não" com o dedo. Gesticulei que precisava de algo para dor de cabeça, ela fez uma ótima cara do tipo "não, já fechamos" (era 22:02h). Ok, perfeito. Voltei e encontrei minha esposa no caminho, em frente a um "barzinho" no corredor. Decidi comprar um refri para ela beber e se sentar enquanto esperava a dor de cabeça passar, afinal estava aberto ...

Sem nem olhar para minha cara, o vendedor disse "estamos fechados". Eu olhei para os lados, pessoas ainda sentadas bebendo alguma coisa, o shopping cheio, falei "só uma Coca-Cola". O vendedor, ainda sem olhar para mim, só disse "já fechei o caixa".

Tudo bem.

Depois de 25 min (acabei conseguindo comprar um refri com preço abusivo na bomboniere do cinema) a dor de cabeça deu trequa, pudemos voltar para casa.

E este foi um dia perfeitamente normal para qualquer um em 2010.

Agora me diga, realmente, qual a diferença se tudo fosse com robôs?

Nenhum carro iria desviar das poças, afinal não faz parte da "programação" ... não mudou muito

O "atendente" do cinema estaria ou não programado para entender as nuances de "Ô" e "Ó" e certamente o mau entendido não existiria (pois eu já saberia qual ele aceita, ou ele aceitaria ambos). Ponto.

A caixa do McDonalds seria rápida e não precisaria caneta e papel para fazer 15+5, nem um ajudante retardado para pegar o lanche errado. Ponto.

O som do cinema seguiria padrões do equipamento, e certamente teriamos uma seção mais agradável. Ponto.

22h em ponto as lojas fecham, eu nem tentaria usar um pouco de compaixão para alguém com dor para arranjar um analgésico ou um refri 2 minutos depois de "fechar o caixa"

Então me digam. Se o ser humano, com sua capacidade a se adaptar, sua compaixão e humanidade, já age feito um frio e calculista robô sem nenhum jogo de cintura, porque realmente eu devo me importar? EU não vou ter meu emprego perdido porque eu penso, eu tenho jogo de cintura, eu inovo e penso no diferencial. Mas com este bando de ROBOZINHO orgânico que trabalha nas ruas, qual a diferença?

Se a caixa da farmácia não pode me dar uma cartela de Tilenol porque ela fechou a 2 minutos, ou o robozinho do bar não pode aceitar o dinheiro fora do caixa, que diferença faz?

Antes de reclamarem que seus empregos mediocres podem (e serão) ser substituidos pela informática e robótica, parem e pensem:

VOCÊ FAZ POR MERECER SEU EMPREGO COMO UM SER HUMANO?

Você faz por merecer seu diferencial por pensar?

Caso contrário, não reclame. E não duvide quando sairem as versões que toleram pequenas variações e urgências, se adaptam a situação e são programadas para o bem dos outros. Se as primeiras versões não fizerem, pode ter certeza que vão ter carros que reduzem a velocidade na poça, interpretadores de lingua natural que entendem todos os "dialetos" e "sotaques" do português (que difícil), atendentes que toleram atender clientes não abusivos 5 minutos fora do horário e, claro, tudo com rapidez e até um sorriso robótico no rosto (que ja é o que recebemos de qualquer forma).

Airbus vs Boeing. Afinal, qual o mais seguro?

(todos os dados atualizados em Julho/2010)

Cada vez que um avião cai, seja ele qual fabricante for, pessoas adoram começar discussões sobre qual fabricante é mais seguro. Como ávido fã de aviões, decidi fazer uma pesquisa séria sobre o assunto, que não existe na maioria dos sites especializados certamente para evitar problemas com um ou outro fabricante (imagina se um site grande e famoso decide publicar uma matéria destas).

O método para esta pesquisa é simples estatística: Pegamos todos os aviões (civis de grande porte) jamais fabricados, todos os acidentes com ao menos uma morte e/ou perda total da aeronave (hull-loss), e colocamos em uma bela tabela relacionando cada acidente com o avião envolvido.

Depois, fazemos um comparativo em relação à datas. Sim, datas são importantes pois a Boeing existe desde 1916, com aviões civis comerciais datando de antes de 1933, enquanto a Airbus data de 1974.

E, finalmente, devemos lembrar que as regras, tecnologias e leis estão sempre em evolução: elas eram bem menores a 20 anos atráz, ainda menores a 50 anos atráz. Ou seja, um fabricante de aviões que começe, digamos, este ano, estará disfrutando de um histórico consolidado do que é e não é seguro em termos de práticas na aviação, assim como avanços tecnológicos, novas leis que visam reduzir riscos, etc... algo que não existia, por exemplo, em 1933.

Primeiro, vamos começar com os dados puros, sem nenhuma análise, só "arrotando" números (vamos contar a partir do Boeing 377 Stratocruiser de 1947, ignorando alguns modelos anteriores):

BOEING:

Acidentes envolvendo perda total da aeronave: 499
Fatalidades a bordo de um Boeing: 14418

AIRBUS:

Acidentes envolvendo perda total da aeronave: 60
Fatalidades a bordo de um Airbus: 3083

É mais ou menos por aqui que 99% das pessoas param para afirmar que Airbus é mais seguro. Também pudera: 8.3x mais acidentes, 5x mais mortos em Boeing.

Mas espere um pouco, a Boeing existe a mais que o dobro do tempo da Airbus, é óbvio que cairam mais aviões! Vamos adicionar duas novas variáveis: quantidade de aviões produzidos e tempo de serviço:

BOEING:

Tempo de serviço: 63 anos
Aviões comerciais civis fabricados: 13686
Acidentes envolvendo perda total da aeronave: 499
Fatalidades a bordo de um Boeing: 14418

AIRBUS:

Tempo de serviço: 36 anos
Aviões comerciais civis fabricados: 6265
Acidentes envolvendo perda total da aeronave: 60
Fatalidades a bordo de um Airbus: 3083

A coisa ainda não melhorou muito: para cada avião fabricado, temos: 3.64% dos aviões da Boeing tiveram fim trágico, com 1.05 pessoas morrendo por avião fabricado. No caso da Airbus, só 0.95% aviões com fim trágico, 0.49 pessoas morrendo por avião fabricado.

Agora vamos usar um pouco de história: no começo, não se sabia nada. Não se tinham leis, experiência, histórico ... nada. É apenas natural que os primeiros aviões de grande porte foram catastróficos. Por exemplo, o Constelation (da Lockhart) tem um dos piores registros de acidentes, pois quase todos eles explodiram no ar... no final, eram problemas em relação a cabine pressurizada que os engenheiros nem sonhavam que existiam. Diversos Boeing 377 e Boeing 707 tiveram trágicos fins também por falta de conhecimento em diversas áreas tecnológicas, ou falta de regras claras sobre manutenção e higiêne da cabine.

Entrar no "negócio" com tudo isto já pronto é fácil.

Vejamos o que aconteceria se nós considerarmos que a Boeing e a Airbus começaram ao mesmo tempo, sendo que ainda vamos dar uns anos para a Airbus "aprender" a fazer avião direito (mesmo já tendo uma enorme vantagem de 40 anos de experiência no mundo em engenharia e leis aeronáuticas para lhe servir).

Para esta nova comparação muito mais justa, vamos pegar apenas acidentes de aeronavas FABRICADAS nosúltimos 30 anos. Isto remove todos os A300 originais da Airbus, ficando apenas o mais moderno A300-600 (1983) e algumas variações do A300B2 e A300B4, e exclui todos os Boeing 377, Boeing 707, Boeing 727 e Boeing 737-100 e 737-200. Também exclui o original Boeing 747-100 (1970) ficando só os mais modernos (Boeing 747-200 em diante). Note que o B717 é recente.

Vamos aos novos números:

BOEING:

Tempo de serviço: aviões FABRICADOS desde 1980
Aviões comerciais civis fabricados: 9439
Acidentes envolvendo perda total da aeronave: 65
Fatalidades a bordo de um Boeing: 3001

AIRBUS:

Tempo de serviço: aviões FABRICADOS desde 1980
Aviões comerciais civis fabricados: 6019
Acidentes envolvendo perda total da aeronave: 42
Fatalidades a bordo de um Airbus: 2673

Já conseguem ver certo padrão? Mas esperem. Vamos remover acidentes que não fazem juz ao fabricante: choques aéreos e suicídio da tripulação. O ideal seria também remover casos de aviões sequestrados/atentados menos famosos que o 11 de setembro (considerado abaixo), mas deixemos isto para outro dia (mesmo porque, só Boeings sofreram este tipo de atentado, e iria melhorar os números deles, e eles não precisam desta ajudinha ok?)

Em 1996, um Boeing 747 da Saudi Arabia Airlines se chocou com outra aeronave. 312 vítimas
Em 1999, o comandante do EgyptAir F990 atirou o avião no pacífico em aparente suicídio, um 767 com 217 vítimas
Em 2006, conhecido para nós brasileiros, o Gol F1907, um 737-800, se chocou com um Legacy, 154 vítimas.
Em 11 de setembro de 2001, 2 Boeing 757 e 2 Boeing 767 foram usados nos atentados terroristas nos Estados unidos, resultando em 283 mortes (nos aviões).
Existem vários outros casos, mas todos com aeronaves fabricadas antes de 1980, então vamos ignorar.

Até hoje, nenhum Airbus (civil comercial, mas alguns de transporte sim) estão envolvidos em choques aéreos.

Os novos números são:

BOEING:

Tempo de serviço: aviões FABRICADOS desde 1980
Aviões comerciais civis fabricados: 9439
Acidentes envolvendo perda total da aeronave: 60
Fatalidades a bordo de um Boeing: 2564

AIRBUS:

Tempo de serviço: aviões FABRICADOS desde 1980
Aviões comerciais civis fabricados: 6019
Acidentes envolvendo perda total da aeronave: 42
Fatalidades a bordo de um Airbus: 2673

Isto resulta em 2564 mortes em 9283 Boeing (0.27 mortes por avião), e 2673 mortes em 6019 Airbus (0.44 mortes por avião).

Que indica que é 62% mais seguro voar de Boeing do que em Airbus ... isto não removendo várias mortes por terrorismo, todas a bordo de Boeings ...

Dados atualizados até: 28/7/2010

FONTE: Aviation Safety Network, Wikipedia

Aviões produzidos por modelo (desde 1980):

(B377, 707, 727, 737, 747 obsoletos): 56+1010+1832+1144+205=4247
B717: 156 (oop)
B737C: 1998 (oop)
B737NG: 3172
B747-200+: 1213
B757: 1050 (oop)
B767: 986
B777: 864
Boeing: 9439

(A300 obsoletos):
A300-600: 313 (oop)
A310: 255 (oop)
A318-A321: 4326
A330: 703
A340: 373
A380: 47
Airbus: 6019

Airbus Boeing

E agora Steve? OS X vs Windows

Todo mundo sabe que o tendão de aquiles da Apple e o MacIntosh sempre foi o mercado de entretenimento: jogos. Mesmo que exista aqui e ali um jogo para MacIntosh, a quantidade e qualidade sempre deixou a desejar: são centenas de títulos para PC (e consoles), contra só algumas dezenas para MacIntosh.

Mas em um empreendimento único e histórico, a Valve decidiu tentar o que ninguém jamais tentou: investir pesado no MacIntosh, fazer uma versão do famoso Steam para o sistema dos MacIntosh - OS X, e portar alguns de seus jogos também para a plataforma Mac e assim tentar dar o pontapé inicial em jogos para Mac. Eles também incentivaram diversos desenvolvedores indie de jogos para fazerem versões Mac, e com isto, no lançamento do novo Steam no mês passado, a versão para Mac foi certamente o recurso mais inovador (apesar de não afetar quem já usava em PC). Junto com o Steam, o "maior" jogo lançado para Mac foi "Portal", da própria Valve.

O que muita gente não esperava, é uma consequência interessante de você começar a ter o mesmo jogo, o mesmo software, para Mac e Windows: agora é possível comparações melhores entre os dois sistemas operacionais. Com o MacIntosh com a fama quase intocável de ser mais estável, potente, poderoso e todos os elogios que existem do que os pobres PC's e o Windows, era de se esperar que os jogos em MacIntosh, rodando o OS X, iriam mostrar o poderío do hardware da Apple e provar de uma vez por todas que, como sempre anunciado, o hardware da Apple é melhor! Cuide-se Microsoft e PC's!

O tiro saiu literalmente pela culatra ...

Em matéria publicada pelo famoso site de hardwares Tom's Hardware, foi feita uma comparação entre alguns jogos com versões para Mac e PC, utilizando o exato mesmo hardware, e as versões mais recentes (e, portanto, o considerado "lento", "pesado" e "bugado" Windows 7 64bits). Quem esperava que o OS X ia conseguir se equiparar ao PC, ou pelo menos não fazer feio, acabou levando na cara: performances medíocres que em muitos casos chegaram a apenas 1/3 da performance no Windows 7.

Tanto rodando em um Macbook Pro (hardware da Apple), como em um "Hakintosh" (hardware PC com drivers alterados para poder instalar o OS X), o Windows 7 deu literalmente um banho. Confira a matéria (em inglês) completa em http://gizmodo.com/5540716/steam-for-mac-benchmarks-windows-is-much-faster

Para quem não sabe inglês, aqui vão alguns dados apresentados pela pesquisa:

Considerando o mesmo Hardware, sendo que o "Hackintosh" é uma máquina bem mais potente, a performance do jogo Portal (usando opções máximas) foi:

Macbook pro OS X: ~32 FPS
Macbook pro Windows 7 64bits: ~54.1 FPS

Hackintosh OS X: ~87 FPS
Hackintosh Windows 7 64bits: ~109.3 FPS

A pesquisa argumenta que possivelmente Portal foi apenas um "port" do jogo para PC, sem otimização para o OS X, e que no Hackintosh, os drivers de vídeo são "hackeados" pela comunidade para poder rodar o OS X, o que também não oferece a melhor performance. No entanto, a surpresa chegou em seguida.

Comparando um jogo feito para OS X especificamente com versão diferente para Windows, no caso o famoso World of Warcraft (WOW), notou-se que no Hackintosh, o Windows 7 64bits rodou de 35% a 50% melhor que no OS X!

Em suma: Com o mesmo hardware, mas sistema operacional da Apple (OS X) e Microsoft (Windows 7), os jogos rodam praticamente com o dobro de FPS no Windows 7 64bits.

A reportagem finaliza afirmando que usuários do Mac não tem o costume de se preocuparem em atualizar suas máquinas e drivers com a frequência que usuários de PC se acostumaram com os anos (devido ao avanço rápido da exigência dos jogos), e portanto é apenas normal que nunca houve uma otimização de software para jogos, enquanto que desde o Windows 95 a Microsoft se preocupa com a performance de jogos, lembrando que ela mesma tem o DirectX como carro chefe de interface a jogos.

E agora Steve, qual a desculpa? Se antes o fato de Windows terem muito mais jogos era rebatido com o fato do OS X ser mais estável e seguro, qual vai ser agora? a mesma? é mais lento porque é mais seguro? como é que o mesmo hardware consegue ser tão mais lento rodando o mesmo jogo?

MacIntosh Windows Apple Microsoft DirectX OpenGL jogos gamming steam

Mais hipocrisia é impossível

Quando os cartoonistas Suiços fizeram piadas negras e extremamente ofensivas contra Maomé e Alah em um jornal, todo mundo aplaudiu: é o direito de expressão, de idéias. Temos que tolerar estas brincadeiras sujas que ofendem a crença religiosa dos outros porque ... bem porque temos afinal é tudo pelo bem da liberdade de expressão.

Previsivelmente, muitos ofendidos responderam de forma violenta, e já se passaram anos (e as tiras ofensivas foram republicadas, como uma afronta apenas para mostrar que eles "podem" ofender quem quizer pois tem direito), mas semana passada um dos Cartoonistas suiço levou um soco de um muçulmano durante uma conferência ... a mídia obviamente lascou mais ataques contra os "intolerantes" islâmicos que não sabem "entender uma piada".

Mas eis que a BBC, na própria inglaterra, um comentarista faz uma piada de mau gosto sobre uma fictícia morte da rainha. Nem é de mau gosto, apenas "inapropriada". Não seria apenas de direito dele da liberdade de expressão? Temos que tolerar, é humor!

Não.

Imediatamente depois, a BBC se mobilizou para pedir desculpas a inglaterra e à Rainha pela piada inapropriada e infame, sem reservas (desculpas incondicionais).

Matéria sobre o evento: http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/west_midlands/8688799.stm

Que curioso não?

PIMENTA NO CU DOS OUTROS É REFRESCO!

hipocrisia piada ala maomé rainha inglaterra suiça

Humanos: é tudo tão intolerante e complicado

Se a internet nos ensina uma coisa - pelo menos para quem gosta de frequentar foruns, comunidades e outras áreas em que você é jogado contra o intelecto dos outros - é que os seres humanos são feitos de grandes quantidades de lixo.

É realmente algo cansativo, pois os seres humanos, como quase todo cientista vai concordar, evoluiu muito mais a tecnologia do que a moral, causando conflitos ridículos graças a tecnologia. A globalização e conectividade, por exemplo, são grandes avanços da tecnologia, mas nossa raça não esta tão preparada para usar ela. A maioria das comunidades vida apenas uma arena de pessoas se auto-promovendo, arrotando arrogância, criticando inútilmente algo que não conhecem, e o mais comum, mostrando o quão ignorantes (e as vezes burras) são por muito - muito pouco. Inclusive, é esta a razão de meu blog não ter suporte para comentários/respostas: não ligo, se falei besteira, falei. Se não falei besteira, ótimo, mas não vai ser o comentário enfuriado de alguém que vai fazer eu mudar minha opinião. O tempo é a única coisa que realmente ensina as pessoas, e se eu estiver errado, é o tempo que vai me mostrar meus erros, e não 100 respostas de baixo nível criticando minha capacidade mental (que, como a de todo mundo, não é lá estas coisas mesmo).

Em um jornal eu as vezes comento notícias ou até respondo o comentário de outros, mas realmente é inútil: as pessoas não sabem de todo o escopo de um assunto antes de comentárem, arrotam apenas aquilo que (acham) que sabem, sem esquecer do papel e abrangência maior. Em um caso, os usuários criticam ferozmente, em um linguajar bem pré-histórico, "até quando a Microsoft vai lançar o 'monstro' do Internet Explorer", ao comentar a notícia do Beta Internet Explorer 9. As pessoas mau conseguem enchergar o que esta a um palmo diante de seus olhos, e querem criticar algo que não esta pronto, que esta vindo no futuro, e que quer queira ou não, é inevitável. E o fato de ser graças ao Internet Explorer 3 ao 6 (sim, 6!) que a Internet se popularizou tanto? E o fato de nem a grandiosa Netscape ter fracassado em concorrer com o Internet Explorer tendo mercado total no começo? E o fato de a Microsoft finalmente ter acordado pra vida, concordado que o IE6 e até o IE7 são uns lixos e começado (muito pouco, muito tarde) a tentar correr atráz do prejuíso? não, o retardo só é capaz de lembrar que o IE6 é um lixo.

Em outro lugar, ajudo pessoas com problemas em seus aquários, e sou criticado abertamente ou por mensagens particulares por detalhes mínimos que não deixei claro. Os experientes e entendidos, totalmente fartos dos literais crimes que novatos fazem com seus peixes, e da ignorância e burrice que permeiam os foruns atualmente (porque fazem perguntas idiotas ou cuja resposta esta na capa do site, ou a 2 cliques de distância em um artigo em destaque), não perdem mais seu tempo respondendo as indagações ridículas, mas perdem sim seu tempo reclamando que usei a palavra "doença" no lugar de "síndrome" em uma sindrome - como se a nomenclatura da porcaria importasse quando na verdade minha participação real foi a de ajudar a pessoa a entender o que é e como proceder a "foda-se o nome oficial que o peixe tem" peixe tem.

E não vou nem comentar do insuportável politicamente correto. Não posso falar que um imbecil que quer dar injeções de vaso-estimulantes para tentar forçar a gravidez de um peixe de 3cm é, bem, um imbecil, porque é "rude" e posso ser banido, então tenho que ser todo educadinho. Pro inferno, ia ser mais eficiente falar que o cara é um retardo. Vivem me ofendendo com "palavras de alto nível" e "artifícios sarcásticos ou indiretas", é só isso que o politicamente correto faz, um bando de hipócrita que se acha o máximo em conseguir irritar os outros sem usar nada de baixo nível.

O Suiço faz piadas grosseiras de humor negro contra os Deuses de uma religião, e quando os seguidores da religião ficam possessos e violentos, são taxados de intolerantes, fanáticos, retrógrados - afinal de contas, "a mídia tem o direito de expressão" e nós devemos ser "abertos a opiniões dos outros".

Se eu escrever que Jesus é um grande filho da puta, eu estou sendo políticamente incorreto! mas se eu fizer um desenho de Jesus dando o cu pra Judas e publicar em um jornal muito conhecido, estou apenas exercendo meu "direito de expressão". Pro inferno com essa hipocrisia, pro inferno com tanta intolerância "seletiva".

E não vamos nos esquecer que se você escreve um par de palavras erradas - que queime no inferno o inventor do "s", "ç", "ss", "z" e "c" - as pessoas já "suspeitam" da qualidade do texto, como se só formado em letras pudesse realmente escrever ... imaginem os livros sobre medicina como iriam ser! piada.

E com o tempo vou desistindo de artigos, de participar em foruns, nem quero mais ajudar aquaristas iniciantes (porque os iniciantes são muito imbecis para entenderem ou seguirem os links para artigos e textos que ilustrariam o modo certo de agir), e os mais experiêntes, que muitas vezes também acabam tendo problemas porque ninguém sabe tudo e você sempre pode estar diante de algo novo, são muito arrogantes para ler qualquer tipo de resposta que não use pelo menos 30 jargões científicos de algo nível. Ah, não vou nem comentar as pessoas que se deleitam em informar seu problema, e quanto iniciantes, experientes e expecialistas aparecem com a solução, afirmam: mas meu colega assistente de porra nenhuma disse que na internet só tem imbecil, não vou fazer nada disso!

A internet hoje em dia se resume ao popular (90%), que são as redes sociais (que de social não tem nada, são apenas antros de crianças jovens ou velhas tentando ganhar mais fama e glória com o maios número de seguidores não importa o preço), e os sites informativos, que acabam sendo poluídos por ignorantes tão acostumados a se auto-promover em sua página no Orkut ou twitter, que aparecem só com besteira e estragam qualquer chance de algo ser sério ou inteligente.

Sobram só sites que estão pouco se fudendo para o que o leitor pense e, assim, poupa os 0.1% de pessoas realmente interessadas de terem que ler as besteiras dos visitantes retardados que vivem aparecendo.

Bem vindo à internet

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