
No último ano, a comunidade conheceu o Google Chrome - navegador da gigante Google com pretenção de desbancar os grandes líderes do mercado de navegadores: Internet Explorer e Firefox. Com uma interface extremamente simples, recursos fáceis de entender, um "engine" rápido e um software no geral bastante leve para a máquina, o Google Chrome destacou-se por trazer de volta a simplicidade à navegação: nada de centenas de recursos amontoados fazendo o navegador lento, nada de botões e opções atolando sua tela e reduzindo a área de navegação, e o melhor - claro - compatibilidade com os padrões web W3C, robusto, seguro e até mesmo estável para uma versão inicial no mundo de gigantes com vários anos de experiência.
Mas o que escapa para a maioria (se não todos) os usuários, cujos olhos brilham ao ver as promessas de simplicidade, código aberto e agilidade do Google Chrome, é que de novo ele não tem nada: ele é baseado no WebKit, o "engine" da Apple, utilizado em seu navegador Safari. E mais: quase todos os recursos que você vê no Chrome, estão também de uma forma ou de outra no software da Apple, se não na versão 3.2 (que data da mesma época em que saiu a primeira versão "beta" do Chrome), pelo menos na versão 4.0.
As semelhanças são tão grandes, que um usuário do Safari vai achar que esta no Chrome e vice versa: as opções são iguais, os ícones são iguais, até o modo que o navegador se comporta são iguais. O que é mais patético nesta cópia com cheiro de novo, é que apesar de crescer em cima de uma plataforma já existente, o Google Chrome na verdade peca - e muito - em vários dos recursos que prometia, e depois de 18 meses, os bugs e problemas da primeira versão continuam lá ... problemas que nem o Safari tem!
Compatiblidade com padrões e páginas existentes? Pode até ser que o Safari 3.2 não era o software mais compatível do mundo, mas com as novas versões do Safari 4, temos uma compatibilidade muito maior. Podem ser detalhes que um usuário leigo não pegue, como o fato do Chrome se enrolar todo ao tentar aplicar estilo em um componente SELECT, ou alguns claros erros de cookies/sessão que fazem você, muitas vezes, não conseguir participar de um site como se não estivesse logado ... coisa que não acontece com o Safari. Como desenvolvedor, nem me faça entrar no detalhe de que "ver código fonte" carrega uma NOVA versão da página ao invez de mostrar a atual - isto, claro, no Chrome.
Se neste quase um ano e meio que o Chrome BETA demorou para evoluir para a versão Chrome BETA 3.0 (sempre Beta .. a Google parece ser incapaz de CONCLUIR o que começa, ou talvez, consciente que nada que eles fazem é realmente estável, o termo BETA já virou sinônimo de seus lançamentos), o Safari passou de uma sub-versão 3.2 para a versão 4.0 arrazando.
Se a Google lança novas versões de seus softwares antes de acabar a versão anterior (o Chrome 2 saiu enquanto o 1 ainda era BETA, o mesmo para a mudança do 3 para o 2 ... e verdade seja dita, pouca coisa mudou), com um pouco de ajuda, provavelmente, vindo da fama de um navegador que usa seu WebKit, a Apple finalmente acertou em cheio no que um navegador deve ser: SIMPLES, LEVE, AMIGÁVEL, e com recursos muito interessantes que, no momento, os concorrentes Firefox e Internet Explorer apenas tentam copiar. Você acha o Chrome rápido de abrir? o Safari abre mais rápido! O Chrome se gaba tanto de ter um sistema de Javascript rápido ... adivinha, o do Safari é mais rápido.
Se você já não aguenta mais pequenos errinhos que todos sabemos que nunca vão ser resolvidos, não gosta de usar um software eternamente em BETA, e ainda participar do enorme conglomerado Google (que pega todos os seus dados, com ou sem concentimento ... o que é aquilo de precisar de um CELULAR para fazer uma nova conta no google?), você deveria dar uma olhada sem compromisso no Safari 4.0.
E se você achar que não instalou e esta vendo apenas um skin do Chrome, que magicamente faz o navegador funcionar melhor e mais rápido. Bem vindo ao mundo do Safari.
Confira: www.apple.com/safari, você não vai se arrepender.