(foto do artigo - figura da "Black Hanekawa" de Bakemonogatari)
Dia 14. Último dia … já estou chorando ter que sair do planeta Japão, e voltar para o primitivo terceiro mundo do planeta Terra.
Uma bela manhã em Kyoto – novamente. Ontem arrumamos as malas, portanto estamos praticamente prontos e sem preocupação com horário. Depois do gostoso café da manhã, fomos até Kyoto Yodobashi e compramos as últimas lembranças e um sapato que a Leine queria. Voltamos ao hotel para deixar tudo e saímos novamente para visitar o castelo de Kyoto novamente pelas 10:30h.
O tempo fechou e tememos uma chuva, mas apenas uma leve garoa caiu conforme a nuvem passava, mas o vento gelado trazendo o inverno realmente nos congelou. Chegamos no castelo e fomos surpreendidos por uma entrada de ¥600. Como último dia, decidimos pagar mesmo sendo um pouco alto, e acabou valendo a pena, principalmente porque a nuvem passou e o sol reinou novamente.
Além de poder passear por todos os jardins do castelo, também pudemos entrar no próprio (sem sapatos claro). Muito interessante o interior do castelo, mostrando cada quarto e seu propósito, e em alguns com bonecos de cera representando cenas comuns, como uma reunião do Shogun com senhores feudais, ou o Shogun em seu quarto e suas empregadas o servindo. A parte mais interessante foi literalmente andar pelos corredores: Quando de sua construção, para proteger o Shogun, seus convidados e familiares,e os ocupantes do castelo de invasores, todas as áreas dos corredores fazem um irritante barulho quando você caminha para alertar os guardas – muito interessante mesmo. Até tentando caminhar o mais leve possível, o assoalho faz um som parecido com pequenos sinos em baixo.
Depois de sair do castelo, passeamos no resto dos jardins e saímos em direção à galeria de lojas para mais algumas compras finais, passando por uma avenida que não havíamos conhecido ainda, muito bonita. Demoramos um pouco mais do esperado depois que a Leine demorou meia hora para comprar um batom. Às leitoras, não há necessidade de explicação, mas aqui vai uma explicação aos leitores masculinos sobre a escolha de cor de batom: A escala RGB possui 16 milhões de cores, e é necessário que a mulher escolha exatamente àquela uma cor que elas desejam dentro destas. Que elas possam fazer isto em apenas meia hora mostra uma capacidade além da compreensão humana de rápida escolha – portanto, respeito e muita admiração pela velocidade impressionante que esta complexa tarefa leva.
Passamos por uma loja especializada em anime/manga (uma de várias que encontramos em Kyoto) e comprai uma figura (a mair bonita e custo/benefício que encontramos), da Tsubasa Hanekawa no modo “Black Hanekawa” (possuída pelo espírito felino) do anime Bakemonogatari – confira foto.
Devido ao pequeno atraso e ao frio, desistimos de visitar por uma segunda vez o templo de Kiyomizu-dera (na verdade interessados mais no Tainai-meguri, e a pedra sagrada no escuro) e, com o lindo dia, decidimos ver nosso “último” por do sol nas torres da estação de Osaka (ou “Osaka City Station”), e depois de deixar as compras no hotel, fomos à estação e pegamos o primeiro Shinkansen para Shin-Osaka (14 minutos apenas), e de la o trem comum para Osaka (uns 3~4 minutos).
Quando fomos pra Osaka em nosso sétimo dia no Japão (segundo em Kyoto), choveu o dia inteiro e vimos a estação apenas por dentro, e ainda assim com chuva – desta vez, com um tempo limpo, pudemos ver a glória total desta fantástica estação, mesmo com o vento polar. A estação fica entre 3 prédios, com uma ligação nos primeiros 3 andares entre eles (a estação em si), um promenade (4° andar) ainda ligando todos os prédios (com um café) em baixo de um teto elevado de ferro e vidro, e uma escada rolante sobe ate uma “ponte” entre os andares do 4° ao 6º andar, e uma grande escada rolante levando desta plataforma ao 10° andar entrando neste andar por baixo da ligação entre os prédios, que se unem até o 14° andar. Tudo isto aberto ao vento (o telhado entre os prédios começa entre os prédios de um lado do 10° andar até o 5° do prédio em frente.
Complicado entender, mas as fotos provavelmente ajudam.
Além de ver os belos prédios ao norte da estação, pudemos subir ao topo do prédio no 14° andar (na verdade bem mais alto que isso, os andares são consideravelmente mais altos do que em um prédio comum, diante mais ou menos do 17° andar do prédio em construção ao lado da estação), de onde pudemos ver praticamente toda Osaka. Mais impressionante, no topo deste prédio e da passagem entre eles (o outro segue mais provavelmente para uns 30 andares), uma “fazenda” com várias plantas, legumes e vegetais, e alguns geradores eólicos e solares (com um mostrador em tempo real de quanta energia esta sendo gerada). Fotos fantásticas de lá de cima, do por do sol, até decidirmos voltar para dentro dos prédios (café e sanduichinho no Starbucks) devido ao frio.
Já de noite, voltamos para Shin-Osaka, e pegamos o shinkansen de volta para Kyoto às 18:40h. Suprimentos em uma 7-eleven, McDonalds para levar ao hotel (hoje a Leine inovou pegando um sanduíche de camarão), e de volta ao hotel.
Um fantástico último dia em Kyoto.